Anáguas [Teatro]

Um pouco depois do carnaval do ano passado eu fui convidada a participar do projeto Anáguas. [Eu nunca imaginei que trabalharia tanto!] Pois é, a Cia. Oxente, na pessoa de José Maciel, me procurou para participarmos juntos deste processo, que iniciava com um ponto positivo: minha mãe faria parte do espetáculo, e para mim seria uma honra poder trabalhar com ela profissionalmente.

Anáguas surgiu da vontade de José Maciel de montar um espetáculo com Mônica, que logo convidou Margarida Santos, amiga de longas datas. O texto já estava escolhido, seria o inédito “Anáguas” de Lourdes Ramalho, dramaturga paraibana, que acolheu esse projeto de primeira. Neide seria a terceira atriz a compor o elenco, mas foi substituída por Palmira, por problemas que eu não conheço. Assim vieram os ensaios, e o primeiro briefing da direção:

3 mulheres em cena unidas por um triângulo.

Maria das Graças, matriarca de uma família tradicional.

Maria Exaurina, filha, com diploma universitário, costumava ajudar o pai com as questões administrativas da fazenda.

Maria Candida, a filha mais nova, a louca que sempre correu atrás das suas paixões.

Com essas informações eu fiz o primeiro esboço do figurino. Saias com recortes triangulares (idéia da direção), formas, cores e tecidos que transmitissem o contexto de cada personagem. Depois de vários comentários, decidimos partir para a confecção.


Foi nas mãos de Maria José que o figurino foi confeccionado, e o resultado final  apresentado para várias pessoas, no palco do Teatro Universitário Lima Penante, no Sesc em João Pessoa e em Campina Grande, em Sumé e recentemente no Teatro Municipal Ednaldo do Egypto.

Esse espetáculo tem por base a forma geométrica do triângulo, que para José Maciel, é a forma que mais une as mulheres entre si. O público no início do espetáculo é conduzido a um grande triângulo no centro do espaço cênico, onde estão localizados bancos de madeira que compõe o material cenográfico com três escadas, que identificam o espaço de cada atriz/personagem. Anáguas não segue a visão emoldurada do palco italiano, colocando o espectador sentado dentro da ação dramática, permitindo que o olhar do público trace a moldura desejada da encenação.

Próximo ao fim do processo de montagem, fui chamada mais uma vez para operar a luz do espetáculo, desenhada por Edilson Alves. Para mim foi uma experiência a mais, e conhecimento é claro. Afinal a caixa mágica do teatro está aí para ser utilizada.

O apoio de Emerson Leal (o homem do braço), também foi de extrema importância, nas montagens de cenário e luz, para que tudo seja sempre bem executado.

Enfim, o espetáculo vai estar em cartaz novamente em abril, no Teatro Lima Penante, e em Maio no Teatro Piollin.

FICHA TÉCNICA

Texto: Lourdes Ramalho
Montagem: Cia Oxente de Atividades Culturais
Encenação: José Maciel
Elenco:Margarida Santos (Maria das Graças – Mãe)
Mônica Macedo (Maria Exaurina – Filha)
Palmira Palhano (Maria Cândida – Filha)
Cenografia: José Maciel e Jacinta de Lourdes
Contra Regra: Emerson Leal
Concepção dos Figurinos: Tainá Macedo
Confecção dos Figurinos: Maria José
Plano de Luz: Edilson Alves
Execução de Luz: Tainá Macedo
Músicas Originais: Angélica Lacerda / Marcos Fonseca/ Misael Batista

2ª Mostra de Teatro de Grupo

Apartir dessa segunda-feira você confere os espetáculos abaixo:

Teatro Lima Penante
17/05
20h – Esparrela – Grupo Bigorna

Esparrela é como um limítrofe aos dois “eu”. É o encontro entre Arquimedes e Manoel. Sendo um espelho, este espetáculo nos revela a amplitude que o inconsciente humano encampa.

Os dois personagens são opostos, como define o ator e diretor. “O primeiro encontro de Arquimedes com Manoel – seu alter ego, não foi de medo do homem, mas sim, da segurança que ele demonstrou.

Estava assim, ele diante de seu oposto, da sua problemática. O outro era o seu inferno, portava a força presa do seu ser”.

18/05
20h –  Segismundo – Grupo Oco

Os Sonhos de Segismundo é um enramado cheio de metáforas, discursos entrelaçados e relações surpreendentes. Centrado numa dramaturgia intertextual, “Os Sonhos de Segismundo”, é um espetáculo que parte da investigação de cinco fontes escritas, A Vida é Sonho de Calderón de la Barca, Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marques, Textos Escolhidos de Eduardo Galeano, Literatura de Cordel e o Universo Literário de Jorge Amado.

Praça da Paz – Bancários

19/05

17h – Farsa da boa preguiça

Grupos Ser Tão Teatro e Clowns de Shakespeare. A peça é uma comédia escrita com base em romances e histórias populares do nordeste e conta a trajetória do poeta Joaquim Simão, cujas proezas são versos, preguiça e mulher.

Casado com a apaixonada Nevinha, o poeta é vizinho de Aderaldo Catacão e de sua esposa Clarabela, típicos representantes da burguesia capitalista.

Através de diversas reviravoltas e causos, orquestradas por um trio divino, a trama vai cruzando o destino dos quatro personagens para mostrar que o único e verdadeiro objetivo do trabalho é a preguiça que ele proporciona depois. Enriquecendo a trama, dois demônios utilizam vários disfarces e artimanhas para dificultarem os planos do trio.

A Farsa da Boa Preguiça é um festejo a cultura popular brasileira, uma homenagem ao nosso povo e revela toda a dimensão mítico-religiosa de nossa cultura.

Teatro Lima Penante

20h – Branca – grupo Oco

Branca Dias, filha do nordeste brasileiro, paraibana de nascimento, descendente de cristãos novos,é a inspiração deste espetáculo, versão do clássico “O Santo Inquérito”, de Dias Gomes. Este texto da literatura dramática é um reflexo da perseguição que sofreram os judeus desde o surgimento da humanidade até os dias atuais.

20/05
20h – Lesados – grupo Bagaceira

O espetáculo fala da solidão. Seus personagens não conseguem viver entre si por um longo período e não conseguem ficar sozinhos. São seres divididos, desunificados, verdadeiros cacos humanos que se misturam para suportar a própria existência. São quatro alguma coisa, ou quem sabe, quatro coisa
alguma. Eternamente estáticos e com imenso tédio. Assim, em absoluto silêncio, permanecem por muito tempo. Até que resolvem sair, chegar até o fim. Mas sair pra onde? Como chegar ao fim? O que é o fim? E pra quê sair?

21/05
20h –  Meire Love – grupo Bagaceira

A parceria Bagaceira-Pesquisa contra o Abuso e a Exploração Sexual deCrianças e Adolescentes apresenta a peça teatral Meire Love, história de quatro meninas prostituídas que perambulam pelas ruas de uma cidade turística e que, em meio à barbárie cotidiana a qual encontram-se submetidas, buscam, por intermédio do sonho e da fantasia, um lugar para a felicidade.

22/05
16h30 – Tá namorando !Tá namorando – grupo Bagaceira

O roteiro de Yuri Yamamoto tem como proposta expor de forma lúdica as relações do universo infantil menino x menina, tendo como pano de fundo o primeiro amor na infância. Quatro pequenas cenas que mostram de forma divertida as confusões e descobertas do primeiro amor. Dois personagens: um menino e uma menina revezam as mais diversas situações onde tudo vale para a conquista de um amor.

20h – O Realejo – grupo Bagaceira

O Realejo é enchente de beleza e delicadeza versando sobre o desejo, mostrando quem é que decide,quem tem a última palavra nessa casa bagunçada que é o corpo. Um desejo que é capaz de romper com compromissos ou conformidade.

Trata-se também de mais um aprofundamento na parceria do autor (Rafael Martins) com o diretor (Yuri Yamamoto), resultando num espetáculo rico em imagens poéticas, trazidas pela conduminuciosa de cada ator, revelando organicidade dos sentimentos mais sutis e dos corpos que se fundem a bonecos.

[Teatro Lima Penante, av. João Machado, 67, Centro. Praça da Paz, em frente ao Shopping Sul, Bancários.]
via Assesssoria de Imprensa

Anatomia Frozen, espetáculo minimalista em João Pessoa

Um dos mais premiados espetáculos do Brasil, o “Anatomia Frozen”, será apresentado em João Pessoa no dia 27 de abril, às 20h, no Teatro Lima Penante, no Centro da Capital.

O espetáculo teatral, que é encenado pela Companhia Razões Inversas de São Paulo, tem direção de Márcio Aurélio e no elenco estão os atores Joca Andreazza e Paulo Marcello.

A história escrita pela inglesa Bryony Lavery é apresentada em três narrativas que se entrelaçam: uma psiquiatra americana que escreve uma tese sobre assassinatos em série, um pedófilo e assassino em série condenado à prisão perpétua na Inglaterra e a mãe de uma de suas vítimas, a garotinha Nina que desapareceu aos dez anos de idade.

Em João Pessoa o evento recebe o apóio cultural da Gráfica Santa Marta e dos restaurantes Appetito Trattoria e Terraço Brasil. Informações pelo telefone 9979-2989.

via Assessoria de Imprensa