Pular para o conteúdo

Ponte Alta [Jornais]

11/04/2012

Matérias sobre as temporadas de Ponte Alta, espetáculo de conclusão do curso de teatro.

[Clipping]

266 T-SHIRTS [Moda]

28/02/2012

Eu conheci Aline no Curso de Moda da Funetec, ainda nas aulas todos adoravam os desenhos dela. Lembro-me de uma coleção de camisetas das It-Girls que ela fez, e foi um sucesso, até hoje eu uso os óculos azuis da Zooey. Mas com o passar do tempo Aline aumentou a sua produção, agora já tem site próprio e os desenhos antes feitos a mão agora são serigrafados com os mesmos traços . Há alguns dias atrás me apaixonei por uma bolsa…

Acho que eu aproveitei a hora certa!

Quando vi a foto dessa bolsa publicada no facebook, fui logo dá uma conferida, e dias depois ela estava aqui, linda!

Vale a pena conferir o trabalho dessa artista maravilhosa!

http://266.tanlup.com/

 

Luzia e o Urso de Um Olho Só [Teatro]

26/02/2012

Uma menina mora com o avô, que era ator na mocidade conta histórias para entreter a neta bagunceira, que por sua vez arrancou um dos olhos do seu ursinho de pelúcia, Irineu. Luzia viaja com a imaginação para o Reino da Luz, onde ela e o seu ursinho falante vivem várias aventuras, comendo as melancias do mal encarado Brugo, indo para a torre e conhecendo o Largato, um lagarto africano. Essa história foi escrita por Joht Cavalcanti e em muito me lembrou a minha infância  e de uma Sophia.

Este é mais um espetáculo do Grupo Graxa  no qual eu assino o figurino. Faz de Conta, Entre Quatro Paredes, A Paixão da Sagrada Família, Do Outro Lado da Chuva e atualmente Flor da Paixão, fazem parte da nossa parceria.

A história tem dois grandes momentos, o primeiro mostra o cotidiano do avô e Luzia, o que eles fazem e comem, o segundo é a fantasia do Reino da Luz, ambos acontecem dentro do quarto da menina, e da bagunça dos objetos pelo quarto surge com criatividade a capa da princesa Luzia, sua coroa e todos os adereços que se pode imaginar.

A realidade é marcada por tons neutros, como uma fotografia antiga. Mas, é na fantasia que as cores surgem. Luzia tem um vestido verde clarinho, mas usa uma capa com listras coloridas quando se imagina princesa. O avô com sua calça marrom, usa um colete todo trançado por cima de camisa nude, e é ele mesmo que veste o Brugo e o Largato no segundo momento, como se voltasse no tempo e estivesse mais uma vez nos palcos. O Brugo tem uma extensão dos braços como asas de tecido, e no seu rosto uma máscara dá o tom do vilão. O Lagarto por sua vez é verde e tem um  rabo característico, ele possui traços de caipira e a roupa é remendada.

É neste universo que Luzia aprende a valorizar o que tem, seu avô, seu urso de pelúcia e até mesmo os estudos. O que a criatividade não faz com a gente não é? Este é um espetáculo novo, e deve entrar em cartaz nos próximos meses. E foi um dos melhores trabalhos que eu pude participar. Eu agradeço a Angela, da Fábrica de Sonhos – Aluguel de Fantasia, que confeccionou o figurino, aos atores, Antônio Deol e Ana Carolina Guedes, e a Cely Farias, diretora do espetáculo, que me fez o convite nos corredores da UFPB.

Vida longa à Princesa Luzia!

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Joht Cavalcanti
Direção: Cely Farias
Assistente de Direção: Léo Viana
Elenco: Ana Carolina Guedes e Antonio Deol
Iluminação: Fabiano Diniz
Trilha original e sonoplastia: Herlon Rocha
Figurinos: Tainá Macedo
Cenário: Marta Pollyana
Adereços: Epitácio Souza
Maquiagem: Cely Farias e Léo Vianna
Preparação Vocal: Maria Juliana Linhares                                                                    Arte Gráfica: Guilherme Schmitt
Execução da iluminação: Thiago Santini
Execução da sonoplastia: Léo Viana
Fotografia: Roberta Alves
Teatro de Animação e Máscara: Tina Medeiros
Costureiras: Angela Lopes, Marinalva Farias, Ana Paula
Apoio: Centro Cultural Piollin, Targuit New Media, Real Comunicação e Toin Toin Brinquedos

Através do Espelho [Teatro]

24/02/2012

 

Quem nunca leu, ou teve curiosidade sobre as aventuras de Alice no país das maravilhas e através do espelho?

Com o filme de Tim Burton, falar de Alice era tendência. As livrarias disponibilizavam várias versões do clássico de Lewis Carroll, simples, comentada ou ilustrada. Algumas vitrines de moda também utilizaram o tema para visualmerchandising. Sem falar dos produtos inspirados na garotinha de vestido azul e fita no cabelo. Com a ideia de contrapor essa estética clássica e já conhecida por todos, nós criamos uma Alice contemporânea, sem mentir a idade e os questionamentos.  Guilherme Honorato e eu, fomos responsáveis pela criação dos figurinos deste espetáculo realizado pela Turma do Meio, da Escola Fazendo Arte.

O espetáculo deveria mostrar a diferença das peças do jogo de xadrez, vermelho e branco, utilizadas no livro para caracterizar os personagens.  Estilos de vida, músicas e épocas diferentes foram estudadas para compor da melhor maneira “a cara das personagens”. Vale a pena lembrar que houveram algumas adaptações no texto.

As peças brancas, Rainha Branca, Rei Branco, Cavaleiro Branco, Coelho Branco, Lagarta, Unicórnio, Lebre de Março e Chapeleiro Maluco, seguiriam o som da guitarra distorcida de Jimmy Hendrix e a estética setentista. Optando por tecidos fluidos ou de fibras naturais, com texturas e florais.

As peças vermelhas, Rainha Vermelha, Cavaleiro Vermelho, Gato, Tweedle Dee e Tweedle Dum, Coelho, Leão, Lebre de Março e Chapeleiro Maluco, sentiriam o sangue ferver com o rock n’roll dos anos 80, utilizando cores e materiais mais fortes e impactantes.

As flores, coloridas e berrantes, são cantoras de jazz do dia a dia embaixo dos chuveiros. As atrizes estavam enroladas em tolhas verde, o caule, e com toalha na cabeça tambem, indicando as cores de cada flor. Lilás para Violeta, pink para Rosa, amarelo para Margarida e laranja para Lírio Tigre.

Alice, não deveria estar de vestido. Hoje, são poucas as meninas levadas da breca que se aventuram de saia. Como a ideia é desconstruir e remodelar a história na contemporaneidade, a personagem principal estaria de short, mas não perderia os tons de azul, porque afinal estamos falando da mesma garotinha.

Para a conclusão do projeto contamos com as mãos de Maria José para costurar essas idéias entre os tecidos e aviamentos, com o talento de Tina Medeiros na construção dos capacetes do Leão e do Unicórnio, e com a CriAtividade da Turma do Meio para finalizar a caracterização com adereços de suas personagens, dando a cada um o seu toque pessoal.

Eu agradeço a todos!!!

 

FICHA TÉCNICA

Direção Artística: Bia Cagliani

Texto: Lewis Carrol

Adaptação Dramatúrgica: Bia Cagliani e Turma do Meio

Direção Musical: Erick de Almeida

Composição Musical: Daniel Jesi

Músico convidado: Rieg Rodig

Preparação Vocal: Fátima França

Direção Audiovisual: Mariah Benaglia

Edição de Vídeo/Motion Design: Ely Marques

Design Gráfico e Ilustrações: Guilherme Honorato

Fotografias/Spot Motion: Felipe Gesteira

Concepção de Figurino e Adereços: Tainá Macedo e Guilherme Honorato

Confecção de Figurino: Maria José

Confecção de Cenário: Thiago Bezerra

Concepção e Execução de Luz: Fabiano Diniz

Maquiagem: Turma do Meio

Contrarregragem: Marilia Alcoforado

 

Elenco

Flávia Bonolo – Alice

Thayná Peixoto – Rainha Vermelha

Ali Cagliani – Lagarta/ Lebre/ Humpty Dumpty (voz)/ Lere

Débora Alencar – Tweedledee/ Coelho Branco/ Unicórnio

Mariah Benaglia – Tweedledum/ Rainha Branca

Lara Torrezan – Gata de Cheshire/ Caxinguelê (voz)/ Leão

Chavannes Péclat – Chapeleiro Maluco/Leiro/ Cavaleiro Vermelho/ Vendedor (voz)

Rodolfo Marques – Rei Branco/ Cavaleiro Branco

Caio Cagliani, Magno Duran, Marilia Alcoforado – Vozes adicionais (vídeo)

Anáguas [Teatro]

23/02/2012

Um pouco depois do carnaval do ano passado eu fui convidada a participar do projeto Anáguas. [Eu nunca imaginei que trabalharia tanto!] Pois é, a Cia. Oxente, na pessoa de José Maciel, me procurou para participarmos juntos deste processo, que iniciava com um ponto positivo: minha mãe faria parte do espetáculo, e para mim seria uma honra poder trabalhar com ela profissionalmente.

Anáguas surgiu da vontade de José Maciel de montar um espetáculo com Mônica, que logo convidou Margarida Santos, amiga de longas datas. O texto já estava escolhido, seria o inédito “Anáguas” de Lourdes Ramalho, dramaturga paraibana, que acolheu esse projeto de primeira. Neide seria a terceira atriz a compor o elenco, mas foi substituída por Palmira, por problemas que eu não conheço. Assim vieram os ensaios, e o primeiro briefing da direção:

3 mulheres em cena unidas por um triângulo.

Maria das Graças, matriarca de uma família tradicional.

Maria Exaurina, filha, com diploma universitário, costumava ajudar o pai com as questões administrativas da fazenda.

Maria Candida, a filha mais nova, a louca que sempre correu atrás das suas paixões.

Com essas informações eu fiz o primeiro esboço do figurino. Saias com recortes triangulares (idéia da direção), formas, cores e tecidos que transmitissem o contexto de cada personagem. Depois de vários comentários, decidimos partir para a confecção.


Foi nas mãos de Maria José que o figurino foi confeccionado, e o resultado final  apresentado para várias pessoas, no palco do Teatro Universitário Lima Penante, no Sesc em João Pessoa e em Campina Grande, em Sumé e recentemente no Teatro Municipal Ednaldo do Egypto.

Esse espetáculo tem por base a forma geométrica do triângulo, que para José Maciel, é a forma que mais une as mulheres entre si. O público no início do espetáculo é conduzido a um grande triângulo no centro do espaço cênico, onde estão localizados bancos de madeira que compõe o material cenográfico com três escadas, que identificam o espaço de cada atriz/personagem. Anáguas não segue a visão emoldurada do palco italiano, colocando o espectador sentado dentro da ação dramática, permitindo que o olhar do público trace a moldura desejada da encenação.

Próximo ao fim do processo de montagem, fui chamada mais uma vez para operar a luz do espetáculo, desenhada por Edilson Alves. Para mim foi uma experiência a mais, e conhecimento é claro. Afinal a caixa mágica do teatro está aí para ser utilizada.

O apoio de Emerson Leal (o homem do braço), também foi de extrema importância, nas montagens de cenário e luz, para que tudo seja sempre bem executado.

Enfim, o espetáculo vai estar em cartaz novamente em abril, no Teatro Lima Penante, e em Maio no Teatro Piollin.

FICHA TÉCNICA

Texto: Lourdes Ramalho
Montagem: Cia Oxente de Atividades Culturais
Encenação: José Maciel
Elenco:Margarida Santos (Maria das Graças – Mãe)
Mônica Macedo (Maria Exaurina – Filha)
Palmira Palhano (Maria Cândida – Filha)
Cenografia: José Maciel e Jacinta de Lourdes
Contra Regra: Emerson Leal
Concepção dos Figurinos: Tainá Macedo
Confecção dos Figurinos: Maria José
Plano de Luz: Edilson Alves
Execução de Luz: Tainá Macedo
Músicas Originais: Angélica Lacerda / Marcos Fonseca/ Misael Batista
http://anaguas-jp.blogspot.com/

E AÍ?? [O que eu fiz da minha vida?]

23/02/2012
tags: , ,

Bem, para tentar recompor esse espaço vazio entre os dias que consigo escrever aqui, eu hoje depois de assistir um belíssimo filme, que mais na frente irei falar sobre ele, resolvi atualizar a minha vida cibernética em alguns aspectos. O primeiro e mais urgente, é esse aqui, o Meu Cabide, que já estava quase irreconhecível de tanta poeira por cima dele. Mas então, cheguei para finalizar a minha retrospectiva atrasada e culpada do ano passado.

Na verdade eu vou publicar aqui alguns trabalhos que fiz em 2011, para que esse material não se perca nos meus arquivos, e para que você conheça um pouco do que eu faço também.

Então vamos trabalhar!

Ponte Alta [O que eu fiz da minha vida? 2011.2]

26/12/2011

Ponte Alta é a montagem oficial dos alunos que devem se formar no próximo ano pelo Curso de Teatro da UFPB. No elenco estão: Adailson Costa, Angélica Lemos, Chavannes Péclat, Eulina Barbosa, João Brandão, Marcos Daniel, Naiara Misa, Nykaelle Barros, Sávio Farias, Suzy Lopes e Tainá Macedo (EU). O trabalho teve preparação corporal de Elias de Lima e preparação vocal de Adriana Fernandes. Cenografia: Osvaldo Anzolin e Sávio Farias. Figurinos: Tainá Macedo (EU DENOVO). Iluminação: Gladson Galego. Design gráfico: Dinho Araújo.Ponte Alta é uma versão para o texto de Thornton Wilder (1897-1975), intitulado Nossa Cidade. A partir do cotidiano de uma pequena cidade, ainda nas primeiras décadas do séc. XX, a peça se propõe uma reflexão sobre nascimento, vida e morte. Enfocando duas famílias e seus repectivos ritos sociais (escola, trabalho, casamento), o autor propõe na verdade a percepção do papel do homem no mundo. Envolvendo o público pela imaginação, a montagem prescinde de cenários e se vale do aspecto narrativo, que mistura tempo e lugares.Um exercício de sensibilidade para atores e espectadores.

Estivemos em cartaz no último final de semana de novembro no Teatro Santa Roza, e nos dois primeiros de dezembro no Teatro Lima Penante.

O que eu fiz da minha vida? [Retrospectiva 2011.2]

26/12/2011

Em primeiro lugar, eu deixei a poeira reinar neste blog. Coisa que não se deve fazer, se bem que escrevi algumas palavras feias, em alguns momentos de raiva, mas achei melhor não publicar, hoje são só rascunho. Mas dando andamento a este texto introdutório, eu gostaria de compartilhar com todo o mundo as coisas que eu fiz, e que foram importantes para mim neste período.

A participação no espetáculo Ponte Alta, como conclusão do Bacharelado em Teatro da UFPB.

O figurino e a execução da luz do espetáculo Anáguas.

O figurino dos espetáculos Luzia e o Urso de Um Olho Só, Macbelo e Cabaret Teatro 55.

A direção da leitura encenada do texto Gota d’Água de Chico Buarque e Paulo Pontes.

E a direção do espetáculo A Casa como resultado final do projeto de extensão Oficina Permanente de Teatro, do Núcleo de Teatro Universitário/PRAC/UFPB.

Muita coisa aconteceu em pouco mais de 5 meses, e são essas experiências que quero compartilhar com vocês.

Bruta Flor [Teatro]

29/08/2011

Acabei de voltar do teatro, fui assistir Bruta Flor, espetáculo de amigos queridos, do grupo Lavoura.

Quando sai do teatro ouvi alguém comentando, “A palavra é INTENSIDADE.”

Para mim o espetáculo tem o cheiro bom da terra molhada pela chuva. Tem a iluminação pontual e delicada, como o dourado que cai sobre as árvores no início da manhã, que nunca perde o horário. O espetáculo tem sonoplastia bela e presente, como os sons da floresta, o canto dos passáros e o barulho do vento. E como o vento o ator desliza entre texto e música, uma aula para os estudantes de teatro, que tanto buscam compreender a construção de uma personagem. Os anos se passam e o corpo continua ali, evoluindo, indo e vindo, num processo contínuo de crescimento. Uma bruta flor que nasceu e agora cresce nos palcos. Vida longa!

IVANOV-Teatro Máquina [figurino]

25/07/2011

Não lembro qual foi dia, mas assisti ao espetáculo IVANOV, do grupo cearense Teatro Máquina, que esteve em temporada por João Pessoa. Bem comentado por quem assistiu, o espetáculo surge a partir do texto de Anton Tchékhov. Mostra a vida de um homem e seus conflitos interiores, exposto ao amor de uma esposa doente e à paixão fulminante da jovem Sasha. Ivánov, se ocupa com conversas frias, e diálogos vazios que refletem a decadência da aristocracia rural russa da virada do século XIX.

Fran Teixeira, diretor do espetáculo diz:

“Para o figurino e o cenário fazemos uma espécie de fusão de períodos, deixando algumas marcas do ambiente rural e do século XIX impressas neles, mas sem a preocupação de retratar um período. A cenografia traz muita madeira, mas em um desenho que revela sua estrutura cenográfica”.

Com certeza, o figurino do espetáculo é atemporal, traz referências do século XIX, em rendas, linho e formas que fazem oposição as botas e as malhas utilizadas nos vestidos refletindo o “ambiente rural”. A calça do personagem principal, tem abotamento duplo. O vestido da esposa doente, tem modelagem reta, e a malha dá o caimento leve à caracterização, finalizada com uma correntinha delicada. A criada veste uma casaca preta com uma boina, reflexo do traje russo. Esses ambientes se cruzam, na possibilidade contemporânea de caracterizar de forma atemporal uma história. Quase no fim do espetáculo, Sasha entra com um vestido de noiva, composto por véu e saia de armação. Na hora me questionei, como o figurino em todo espetáculo era real (concreto), por que naquele momento específico, a roupa foi mostrada por dentro, com a saia de armação? Talvez, por conta do casamento ser considerado uma instituição decadente, uma pobre solução para a felicidade.

Bem, a mim cabe parabenizar Diogo Costa, figurinista, e sua equipe, pela criação e confecção desse figurino, que enche os olhos pois comunica a alma.

Para mais informações sobre o espetáculo visitem o blog DIÁRIO IVANOV.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.